No carnaval do Rio de Janeiro, a diversidade e inclusão social ganham destaque com o crescimento de blocos de saúde mental, promovendo uma festa cheia de conscientização e combate a estigmas. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-Rio), esses blocos reúnem usuários da rede de atenção psicossocial, familiares, profissionais de saúde e a comunidade local, em uma celebração de expressão artística e cultura.
Um dos blocos mais notáveis é o Zona Mental, fundado em 2015, que realiza atividades durante o ano todo, incluindo oficinas de música, fantasia, artesanato e percussão. Este bloco será um dos muitos que desfilarão pelas ruas da cidade, celebrando a inclusão e a quebra de preconceitos no próximo dia 6 de fevereiro.
Outro bloco significativo é o Tá Pirando, Pirado, Pirou!, em comemoração aos 25 anos de aprovação da Lei Antimanicomial. Este bloco homenageia a influência de Franco Basaglia na reforma psiquiátrica brasileira e propõe uma reflexão crítica sobre a história dos tratamentos psiquiátricos no Brasil. O desfile está previsto para 8 de fevereiro.
O bloco Império Colonial também se destaca, com um enredo que homenageia Arthur Bispo do Rosário, artista plástico diagnosticado com esquizofrenia, cuja vida e obra desafiam as fronteiras entre arte, loucura e sociedade. Este bloco inova com a inclusão de alas específicas, mostrando a evolução e amadurecimento da agremiação.
Finalmente, o Loucura Suburbana, um dos blocos mais antigos, celebra seu 26º ano de atividade. Com o tema “Baluartes, Território e Loucura”, o bloco destaca a importância do território, das raízes comunitárias e do próprio conceito de loucura na construção de um carnaval mais inclusivo e representativo.
Essas agremiações evidenciam como o carnaval, mais do que uma festa, é um espaço de diálogo e respeito às diferenças, promovendo a inclusão e o cuidado coletivo. Crédito das imagens: Tomaz Silva/Agência Brasil e Loucura Suburbana/Pâmela Perez.
Blocos da saúde mental quebram preconceitos e reforçam inclusão no Rio
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