Associações de Bares e Restaurantes Oferecem Treinamento Sobre Bebidas Falsificadas
Diversas associações representativas de bares, restaurantes, fabricantes e importadores de bebidas destiladas estão promovendo treinamentos gratuitos para proprietários e funcionários do setor. O objetivo é orientá-los a identificar bebidas falsificadas ou adulteradas, um problema que vem crescendo no Brasil e comprometendo não apenas a saúde dos consumidores, mas também a integridade do mercado. Ministrados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), pela Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) e pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), os cursos cobrem aspectos fundamentais na identificação de produtos ilegítimos.
Os treinamentos enfatizam que a atenção deve começar pela tampa das garrafas, que é o principal ponto de segurança. Segundo as associações, tampas de qualidade inquestionável apresentam acabamento preciso e sem imperfeições. Além disso, a presença de lacres plásticos nos produtos é um indicativo de adulteração. Outras características importantes incluem a análise do selo fiscal – um item obrigatório em bebidas destiladas importadas – que deve ter holografia que revela apenas uma letra de cada vez. Diferenças no nível de enchimento e na coloração entre garrafas da mesma marca podem ser sinais de falsificação. A impressão de alta qualidade, com informações obrigatórias em português, também é uma característica de produtos legítimos.
“Estamos alertando sobre os riscos legais e sociais do mercado ilegal. Estabelecimentos que se arriscam a comprar de canais informais podem enfrentar consequências legais severas”, afirmaram as associações em nota. O curso também orienta sobre o descarte correto de garrafas vazias, lembrando que quase todas as bebidas falsificadas identificadas em operações policiais vinham em embalagens reutilizadas.
Uma pesquisa recente revelou que 36% das bebidas comercializadas no Brasil são falsificadas, adulteradas ou contrabandeadas. “Recomendamos que as empresas verifiquem a procedência dos produtos, adquiram apenas de fornecedores confiáveis e exijam nota fiscal”, acrescentou a Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo (FHORESP). Este cuidado se torna ainda mais essencial em festas realizadas fora de ambientes controlados, onde o risco de consumo de bebidas perigosas é acentuado.
Os casos recentes de contaminação com metanol têm gerado um impacto direto nos hábitos sociais dos paulistanos. O garçom Marcílio Eduardo Ferreira da Silva Júnior relatou o receio de cancelar sua festa de aniversário em um bar na capital. “Estou pensando em não fazer. É triste, estou com medo”, afirmou. Por outro lado, Rafael Douglas Martins, funcionário de um bar, mencionou a redução no consumo de destilados durante a semana e a decisão da casa de suspender temporariamente a venda dessas bebidas. “É uma questão de segurança”, declarou, mesmo com fornecedores de confiança.
Para mais informações sobre segurança e autenticidade de bebidas, os interessados podem consultar os cursos oferecidos pelas associações citadas.
Bares e fabricantes treinam empresas para identificar bebidas falsas
Fonte: Agencia Brasil.
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