CulturaBaía de Guanabara: Comunidade renova manguezais locais

Baía de Guanabara: Comunidade renova manguezais locais

A Baía de Guanabara tem assistido a um cenário de transformação ambiental, liderado por ações comunitárias realizadas pelos povos tradicionais. Iniciativas como o Projeto Andadas Ecológicas, promovido pela ONG Guardiões do Mar, tem culminado na remoção de 4,5 toneladas de resíduos sólidos apenas nos meses de janeiro e fevereiro, beneficiando comunidades de pescadores e catadores de caranguejo na região de Suruí, em Magé. Este engajamento não apenas limpa os manguezais, mas também promove uma conscientização sobre a preservação ambiental através da educação e do incentivo à reciclagem.

Dentro do projeto, uma inovação destacada é o uso da Moeda Azul, a Mangal, que serve como compensação no esquema de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Esta iniciativa visa envolver escolas e espaços comunitários em um esquema de economia circular, incentivando a coleta e troca de resíduos por itens úteis, contribuindo para a sustentabilidade local.

O presidente da Guardiões do Mar, Pedro Belga, explica que o projeto visa a uma conscientização mais ampla sobre gestão de resíduos. Além disso, segundo ele, essas atividades aumentam a produção de caranguejos e peixes, melhorando a qualidade do ecossistema do manguezal. Esta ação tem sido bem recebida pelos participantes, como os caranguejeiros, que observam benefícios diretos na sua atividade econômica, crucial durante o período de defeso.

A limpeza dos mangues também atrai turistas, fortalecendo o Turismo de Base Comunitária e promovendo o bem-estar social. Rodrigo Gaião, coordenador do projeto, observa que, a despeito da redução de certos tipos de resíduos, o plástico ainda predomina, afetando negativamente o habitat natural. Desde o início das ações de limpeza na década passada, mais de 100 toneladas de detritos foram retirados, demonstrando um comprometimento prolongado com a saúde ambiental da Baía de Guanabara.

As ações na região têm um histórico significativo, motivadas inicialmente pelo vazamento de um duto da Petrobras em 2000, que resultou em severas multas e iniciativas de reparação ambiental na região, solidificando a importância de práticas sustentáveis e engajamento comunitário na conservação ambiental.

(Foto de Rodrigo Campanário/ Divulgação ONG Guardiões do Mar)

Comunidade transforma cenário ambiental da Baía de Guanabara

Agência Brasil

Meio Ambiente

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