Aumento de 55% no Preço do Querosene de Aviação Pode Impactar Severamente a Aviação Civil no Brasil
Nesta quarta-feira (1º), a Petrobras anunciou um aumento de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), uma medida que, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), pode ter “consequências severas” para a aviação civil. A entidade, que representa as principais companhias aéreas do país, alerta que o impacto deste reajuste é especialmente preocupante em relação à abertura de novas rotas e à oferta de serviços, fatores cruciais para a conectividade e democratização do transporte aéreo no Brasil. Com o novo reajuste, que se soma a um aumento de 9,4% que já estava em vigor desde março, o combustível responde agora por 45% dos custos operacionais das empresas aéreas.
A Abear destaca que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação se mantém alinhada à paridade internacional. Isso provoca uma intensificação dos impactos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, elevando os custos das companhias aéreas e a incerteza nos serviços oferecidos. A associação engloba empresas como Azul, Gol, Latam e outras, que enfrentam agora um desafio adicional em um mercado já volátil.
Para mitigar os efeitos desse reajuste, a Petrobras anunciou que as distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por um pagamento escalonado, arcando inicialmente com 18% do aumento e parcelando o restante em até seis vezes a partir de julho. Vale lembrar que o preço do QAV é atualizado mensalmente, sempre no dia 1º, e, ao contrário da queda de 1% em fevereiro, a guerra no Irã e a escalada recente do preço do petróleo acentuaram a necessidade da medida.
Em termos de custos gerais, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que, atualmente, os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas, uma estrutura que pode ser fortemente abalada frente aos novos ajustes. A situação exige não apenas atenção das companhias, mas também planejamento estratégico para que a aviação civil brasileira não seja severamente impactada.

Aéreas prevêem “consequências severas” com reajuste do querosene
Fonte: Agencia Brasil.
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