Atualização da Lista de Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção Mantém Foco na Conservação da Biodiversidade Marinha e Continental do Brasil
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos recebeu uma importante atualização nesta terça-feira (28), confirmando a inclusão e exclusão de 100 espécies, o que mantém 490 espécies no total sob proteção. Este processo, iniciado em 2024, adaptou-se aos critérios internacionais fornecidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, liderado por João Paulo Capobianco, destaca que essa revisão é fruto de um meticuloso trabalho colaborativo entre governo, acadêmicos, organizações não governamentais e representantes do setor econômico. O ministro enfatizou que o principal objetivo desta atualização é “mobilizar ações que permitam a recuperação das populações dessas espécies, agora classificadas em categorias de risco como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).”
Os critérios adotados para esta revisão incluíram análises sobre o tamanho das populações, a distribuição geográfica e as condições dos habitats, além de considerar ameaças diretas como a poluição e a captura indevida. Paralelamente à atualização da lista, foram estabelecidas regulamentações mais rigorosas que proíbem práticas prejudiciais como a captura, transporte, comercialização e armazenamento dessas espécies, além de promover a criação de planos de recuperação específicos.
Um exemplo citado pelo Ministério envolve o pargo (Lutjanus purpureus), cuja classificação foi alterada de Vulnerável para Em Perigo. Com o novo status, são necessárias ações incrementadas para mitigar os impactos da sobrepesca e da captura prematura de jovens, uma iniciativa liderada em conjunto com o Ministério da Pesca e Aquicultura.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de uma gestão sustentável e responsável, lembrando que “garantir a sustentabilidade na pesca significa balancear a proteção às espécies com a viabilidade econômica do setor, uma condição essencial para que a pesca continue a contribuir para a alimentação, renda e desenvolvimento do país.”
Além destas medidas protetivas e de gestão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima continua empenhado no monitoramento e na atualização constante da lista, assegurando que a biodiversidade brasileira seja preservada para as futuras gerações.
Lista de peixes e invertebrados ameaçados de extinção é atualizada
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