Um ato público mobiliza cidadãos em Vitória na próxima quinta-feira, 8 de janeiro, para relembrar os três anos dos ataques golpistas em Brasília, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes. Com o lema “Sem anistia para golpistas”, a manifestação terá início às 18h, após concentração marcada para às 16h na Rua Sete de Setembro, no Centro da cidade.
O evento, convocado por partidos políticos, movimentos sociais e entidades civis, contará com apresentações culturais de artistas como Carlos Papel e Debie Schultz. A mobilização ocorre em um momento crítico de debate sobre a responsabilização dos envolvidos na tentativa de golpe, especialmente após a discussão sobre o “PL da Dosimetria”, que poderia reduzir penas para condenados pelos atos golpistas.
Os ataques de 8 de janeiro de 2023 representam o ponto culminante de uma escalada golpista que começou com a resistência ao resultado das eleições presidenciais de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado vencedor. Ao longo desse processo, houve bloqueios de rodovias e atos de intimidação à democracia.
Após investigações, Jair Bolsonaro e seus aliados foram condenados por tentativa de golpe e crimes associados à abolição do Estado Democrático de Direito. Em contraste com o contexto da ditadura militar, a atual situação é caracterizada por um funcionamento pleno das instituições legais. A deputada Iriny Lopes (PT), que vivenciou a repressão da ditadura, sublinha a importância de preservar a democracia e não repetir erros do passado, enfatizando que “não podemos anistiar quem cometeu crimes bárbaros contra a democracia.”
Além disso, a mobilização em Vitória coincide com o anúncio esperado do veto ao “PL da Dosimetria” pelo presidente Lula, que deve ressaltar que o governo não perdoará crimes golpistas. O projeto, que contava com apoio considerável no Congresso, visava a redução de penas de líderes dos atos de 2023, gerando forte resistência entre movimentos sociais e defensores da justiça.
A manifestação ainda abordará a importância da soberania nacional e a resistência contra influências externas, reafirmando que a defesa da democracia está intrinsecamente ligada à soberania do voto popular.

Fonte: Século Diário

