O Atlético-MG enfrenta a possibilidade de não receber R$ 15 milhões previstos em um acordo de patrocínio com empresas estatais de Minas Gerais, a Codemig e a Cemig, até 2027. A decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que determinou a suspensão provisória dos patrocínios a clubes da capital, foi motivada por questionamentos sobre a destinação e a viabilidade dos recursos públicos.

Foto: Pedro Souza / Atlético
A suspensão ocorreu após um pedido do governador eleito, Cleitinho Azevedo, que manifestou preocupações sobre a ausência de estudos que comprovem o retorno financeiro dos investimentos. Essa medida ainda cabe recurso, mas não representa um cancelamento definitivo dos contratos.
Por que o TCE-MG suspendeu o patrocínio ao Atlético-MG?
O plano de patrocínio foi desenhado em um contexto de dificuldades econômicas enfrentadas pelos clubes brasileiros, especialmente após a implementação de uma medida provisória que restringiu a atuação das casas de apostas. O Governo de Minas Gerais havia proposto investimentos de empresas estatais nos três principais clubes de Belo Horizonte: Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG.
Cleitinho Azevedo emergiu como uma voz crítica, questionando os critérios que definem os clubes beneficiários e a efetividade financeira desses contratos. Ele apontou para a falta de estudos relacionados ao retorno sobre o investimento e mencionou que o Estado enfrenta déficits em áreas como pagamento de servidores e merenda escolar.

Foto: Pedro Souza / Atlético-MG
Diante dessas alegações, o TCE-MG optou pela suspensão provisória dos patrocínios que estavam previstos para 2027.
Quanto o Atlético-MG deixaria de receber?
O planejamento inicial previa a distribuição total de R$ 32 milhões entre os três clubes, com o seguinte detalhamento financeiro:
- Atlético-MG: R$ 15 milhões
- Cruzeiro: R$ 15 milhões
- América-MG: R$ 2 milhões
Para o Galo, esse montante representaria uma fonte significativa de receita em 2027, especialmente considerando as alterações em um mercado de patrocínios voltado para apostas esportivas. No entanto, enquanto a suspensão estiver em vigor, a recepção dos R$ 15 milhões pelo clube fica comprometida.
É relevante destacar que esse valor é uma receita prevista e não implica perdas financeiras já concretizadas pelo Atlético-MG.
O que acontece agora com o patrocínio do Galo?
A suspensão é passível de recurso, mas, até o momento, não há garantias quanto ao cancelamento definitivo do acordo ou se os valores poderão ser substituídos por outras fontes de receita. Isso coloca a diretoria do Atlético-MG em uma situação de cautela, diante da necessidade de considerar um planejamento financeiro que não conte com o patrocínio.
Além disso, o Cruzeiro e o América-MG também são impactados por essa decisão, uma vez que os clubes foram abrangidos pela mesma iniciativas governamentais. Para o Atlético, o impacto imediato diz respeito à incerteza sobre esses R$ 15 milhões programados para 2027.
Suspensão ainda pode ser revertida
A determinação do TCE-MG, assinada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão, impede a assinatura de novos contratos até que a questão seja analisada. Contratos já formalizados devem ter seus pagamentos suspensos, tendo as empresas envolvidas 48 horas para comprovar o cumprimento da decisão, sob pena de multa diária.
A natureza cautelar da medida indica que não se trata de um juízo conclusivo sobre a legalidade dos patrocínios.
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Em Resumo
Atlético-MG perde 15 milhões em decisão na justiça contra o clube
Fonte: Futebol BR

