Geraldo Alckmin anuncia saída do Ministério do Desenvolvimento para disputar eleições de 2026
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 4 de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para candidatos nas eleições de 2026. Alckmin, no entanto, seguirá como vice-presidente, cargo que permite sua manutenção na vida pública sem restrições legais específicas para a função.
Durante o comunicado, ele destacou a importância de observar as regras eleitorais, que estipulam a necessidade de ministros se desvincularem dos cargos seis meses antes das eleições, marcadas para 4 de outubro. A legislação busca assegurar a paridade de oportunidades entre os candidatos e evitar o uso de cargos públicos para vantagens eleitorais indevidas.
No evento de despedida como ministro, Alckmin aproveitou para celebrar a recente aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A ratificação pelo Congresso Nacional, após mais de duas décadas de negociações, permitirá a aplicação provisória deste tratado, que inclui salvaguardas para proteger a indústria nacional.
Outro destaque de sua gestão mencionado foi o desenvolvimento do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). O vice-presidente salientou que a plataforma digital, que já responde por cerca de 50% das operações de importação do país, é esperada para estar totalmente implementada até o final deste ano. Isso representará uma economia significativa para as empresas que operam com comércio exterior, estimando-se uma redução de custos superior a R$ 40 bilhões por ano.
Em relação ao seu futuro político, Alckmin ainda está em fase de negociação com o governo e o partido. Existem especulações se ele concorrerá novamente a vice-presidência junto a Lula, ao governo do Estado de São Paulo ou uma vaga no Senado. As definições sobre essas candidaturas devem ser confirmadas nos próximos meses.
Fernando Haddad, atual Ministro da Fazenda, é também citado entre as possíveis escolhas para o governo de São Paulo, embora existam relutâncias de sua parte.
Esse é um momento de rearranjo político significativo para o Brasil, com os desdobramentos das próximas eleições moldando diretamente o futuro político e econômico do país. As atualizações e procedimentos eleitorais devem ser seguidos para mais informações.
Alckmin deixará ministério em abril, mas seguirá como vice
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