O Botafogo reafirmou sua posição contrária a uma possível reconciliação com John Textor, mesmo após o empresário norte-americano declarar sua disposição para retomar diálogos com o clube social e investidores da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Informações divulgadas pelo jornalista Thiago Veras apontam que, para pessoas próximas ao Glorioso, a reaproximação com o ex-controlador é vista como praticamente inviável, especialmente diante da atual estrutura acionária do clube, que agora detém mais de 99% das ações da SAF.
Resistência à Aproximação
Conforme relatos de Thiago Veras, a resistência em relação a Textor é amplamente compartilhada por fontes internas do Botafogo. As mesmas indicam que o empresário não goza mais de confiança devido aos problemas financeiros enfrentados e às disputas judiciais que envolvem sua empresa. Uma das declarações consideradas expressivas foi: “Zero chance”, refletindo o sentimento de desapontamento com a atuação de Textor nos últimos meses.
As fontes atribuem a insatisfação à priorização que Textor deu a questões relacionadas ao controle do futebol, enquanto problemas financeiros urgentes continuavam sem soluções efetivas. Um relato adicional sugere que, em um momento anterior, uma reaproximação poderia ter gerado um desfecho diverso.
Mudanças na Estrutura Societária
A relação entre Botafogo e Textor passou por transformações significativas com o recente aumento de capital da SAF. A Eagle Bidco, empresa associada a Textor, optou por não exercer seu direito de preferência na emissão de novas ações, permitindo que o clube social aumentasse sua participação acionária para mais de 99% do capital da empresa. Essa mudança diminuiu consideravelmente a influência do norte-americano sobre a estrutura societária do clube.
Após essa reestruturação, Textor manifestou seu desejo de participar das decisões futuras do Botafogo e comentou sobre uma potencial reconciliação. No entanto, conforme apontado por Thiago Veras, essa mudança de tom é vista por muitos próximos ao clube com uma dose considerável de desconfiança. A interpretação geral é de que a aproximação dele ocorre apenas após a perda de espaço na estrutura da SAF.
GDA Luma e a Possibilidade de Reintegração
Outro aspecto relevante diz respeito à GDA Luma, representada por Gabriel de Alba, que também está envolvida nas discussões sobre o futuro da SAF. Enquanto as declarações de Textor sobre uma reconciliação permanecem sem um posicionamento claro, fontes consultadas por Veras indicam que a aceitação do norte-americano em novas estruturas de financiamento ainda é considerada improvável.
A resistência a uma eventual participação de Textor pode abranger não apenas o papel como investidor, mas outras formas de colaboração financeira. Importante destacar, no entanto, que até o presente momento, não existe uma confirmação formal de Gabriel de Alba sobre esse posicionamento, o que torna essa resistência uma avaliação de bastidores em vez de uma decisão oficial da GDA Luma.
Imagem: Instagram/Camarote Firezone

