Em um esforço para controlar os distúrbios recentemente ocorridos na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou restrições a manifestações consideradas ilegítimas. Segundo Macron, após um encontro com representantes dos serviços de inteligência e ministros no Palácio do Eliseu, serão impostas medidas rigorosas contra grupos extremistas de esquerda, que ele descreveu como uma ameaça significativa à estabilidade da República.
Sindicatos e organizações legítimas terão de adotar rotas alternativas em suas futuras manifestações para proteger estabelecimentos comerciais. Essa decisão vem na esteira dos danos causados no último sábado (17), onde cerca de 3 mil lojas sofreram com roubos e vandalismo. O presidente classificou os responsáveis como integrantes da “ultraesquerda de extrema periculosidade” com intenções de derrubar a República.
Em um quadro de tensão crescente, a França busca fortalecer a segurança para o próximo evento marcado para sábado, com um grande destacamento policial e uso de veículos blindados. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu também interveio, instando os partidos políticos a optarem pela República em vez da violência, criticando especialmente o partido de extrema-esquerda A França Insubmissa.
Para resguardar a ordem pública, foi reintroduzido um toque de recolher nas principais cidades na noite de quarta-feira (21), com pelo menos 174 detenções reportadas. As autoridades prometem firmeza, com Macron enfatizando que “a mão não deve tremer no topo do Estado” para garantir a segurança e o cumprimento da lei.
[Créditos: Agência Brasil]
Governo francês anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos
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