O Botafogo conquistou uma vitória importante sobre a Chapecoense no último sábado (17), no Estádio Nilton Santos, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em coletiva após o jogo, o técnico Tite abordou a situação de Ziyech e Huguinho, indicando que ambos têm desempenhos em desenvolvimento, mas sob diferentes circunstâncias. Com a chegada de Tite ao comando, novas expectativas e desafios se apresentam para esses jogadores e para a equipe.
Durante a entrevista coletiva, Tite falou sobre o atacante marroquino Hakim Ziyech, ressaltando seu potencial técnico, mas também a necessidade de melhorar sua condição física e se adaptar ao ritmo do futebol brasileiro. O treinador comentou que, apesar das qualidades do jogador, sua participação na partida foi discreta e o foco agora é a evolução nas próximas semanas.
O que falta para Ziyech render mais no Botafogo?
Tite reconheceu que a principal dificuldade de Ziyech está relacionada à preparação física e ao ritmo de jogo. “É parte física. Ritmo e parte física, essencialmente. A qualidade técnica dele é impressionante, porém, uma condição física que vai ter tempo, o ritmo do futebol brasileiro também. Ele vai ter essa adaptação e vai elevar esse nível de desempenho.” Essa análise revela a confiança da comissão técnica no potencial do jogador e a expectativa de que, com o tempo, ele melhore seu rendimento.
Em relação a Huguinho, o treinador também comentou a razão de sua ausência nas escalações. O jovem meio-campista não foi utilizado contra a Chapecoense, enquanto Allan ganhou a oportunidade de atuar como primeiro volante. Tite explicou que, embora reconheça as qualidades de Huguinho, suas características não condizem exatamente com o que se espera da posição mais posicional que a equipe precisa.
Por que Huguinho continua sem espaço com Tite?
“Às vezes o que mais me dói, enquanto técnico, é deixar… Não é a escalação dos 11, é deixar alguns atletas que trabalham sério fora, com qualidade. E o Huguinho é um deles”, afirmou Tite. Ele detalhou que Huguinho possui um perfil mais móvel, diferentemente dos jogadores com função mais posicional, como Allan e Domingos Andrade. Isso indica que a escolha dos jogadores em campo não é apenas uma questão de qualidade, mas também de adequação tática às necessidades do jogo.
Com a vitória sob seu comando, Tite agora tem o desafio de ajustar a equipe e identificar maneiras de tirar o máximo proveito dos jogadores disponíveis no elenco do Botafogo, de modo a integrar as características individuais dos atletas nos esquemas táticos da equipe.
Foto: Vitor Silva

Foto: Vitor Silva/Botafogo.

Foto: Vitor Silva/Botafogo.
Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp do Botafogo.

