O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de entrar na Argentina e teve sua residência permanente cancelada ao chegar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires, nesta segunda-feira (12). Autoridades argentinas também determinaram uma proibição de reingresso por cinco anos, levantando suspeitas de motivação política por parte de Tomaz, que recentemente envolveu-se em confrontos nas redes sociais com aliados do governo do presidente Javier Milei.
A decisão de cancelamento da residência de Tomaz foi oficializada em 5 de agosto, conforme documentos da Direção Nacional de Migrações (DNM) que o jornalista compartilhou. Esses documentos citam um decreto de 2025, que estipula o cancelamento da permissão de residência caso não se cumpram as condições de concessão. Tomaz, que teve sua residência concedida em janeiro de 2022 e válida até 2037, teria violado a regra de manter residência contínua no país desde 2022.
Tomaz tem destacado a natureza política de sua expulsão, relacionando-a com seus recentes embates nas redes sociais, especialmente contra Juan Pablo Carreira, diretor de Comunicação Digital da Presidência argentina. Enquanto isso, o jornalista continuava seus trabalhos relacionados à política argentina, preparando um livro sobre a gestão de Milei, previsto para ser publicado em fevereiro de 2027, e registrando a situação econômica argentina.
Após o incidente, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiram nota repudiando a deportação e manifestando solidariedade a Tomaz. Eles afirmaram que “nenhum governo tem o direito de perseguir, deter ou expulsar jornalistas pelo simples exercício de sua profissão”, reforçando o compromisso com as democracias argentina e brasileira.
Movimentos de apoio a Tomaz cresceram, enquanto ele retorna a Brasília, reafirmando sua determinação em continuar seu jornalismo investigativo.
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