O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o salário mínimo deverá ser ajustado para R$ 1.741 em 2027. Essa projeção, superior à estimativa anterior de R$ 1.717, será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo enviará ao Congresso até o final de agosto.
Atualmente em R$ 1.621, o aumento proposto de R$ 120, ou 7,4%, visa ajustar o piso nacional acima da inflação, promovendo assim um ganho real no poder de compra, especialmente para trabalhadores e beneficiários de programas sociais que dependem desse valor como referência. “Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, essa medida afeta diretamente a Previdência e os benefícios sociais indexados ao salário mínimo”, explicou Durigan.
No entanto, o valor de R$ 1.741 ainda é uma estimativa que será ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro de 2026. A legislação atual determina que reajustes do salário mínimo levem em conta a inflação medida pelo INPC, acrescida de um ganho real de 2,5%, desde que cumpridos os parâmetros fiscais estabelecidos.
Este incremento não só beneficiará indivíduos em faixas de renda mais baixas mas também impactará significativamente as contas públicas, pois cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são atrelados ao mínimo. Isso inclui aposentadorias e pensões do INSS, além de outros benefícios como o BPC, seguro-desemprego e o abono salarial.
A elevação salarial prevista fomenta o consumo ao aumentar a renda das famílias, por outro lado, exerce pressão no planejamento fiscal do governo, limitando a capacidade de expansão de outras áreas de gasto.
O PLOA de 2027, que incluirá esta nova projeção salarial, ainda será objeto de análise e aprovação do Congresso Nacional. Uma vez ratificado, o ajuste salarial entrará em vigor em janeiro de 2027, alterando a dinâmica econômica e fiscal do país para o próximo ano fiscal.
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
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