O Brasil alcançou um marco significativo na luta contra a malária com uma redução de 30% nas mortes provocadas pela doença em 2025, conforme anunciou o Ministério da Saúde. No decorrer do último ano, os óbitos diminuíram de 56 para 39. Além disso, houve uma queda de 15% nos casos diagnosticados, totalizando 118.037 registros, o menor número desde 1978.
Os países registram um declínio nos casos da forma grave da malária em 30,7%. Segundo Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante a 61ª Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop) em Brasília, esses avanços são resultantes da incorporação da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, um medicamento de dose única que previne a recorrência da malária e intensificação do diagnóstico e tratamento.
A tafenoquina foi administrada a 33,7 mil pacientes até junho de 2026, reduzindo substancialmente os casos em populações vulneráveis, como os indígenas, com uma diminuição superior a 40% nas áreas amazônicas. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, a aplicação do medicamento levou à queda de 55% nos casos de janeiro a julho de 2026, e uma queda de 61,9% nas recaídas de malária entre março e junho, em comparação com 2025.
Além disso, esforços estão sendo feitos para erradicar o sarampo, com um reforço na vacinação em resposta a 38 casos importados identificados em pontos críticos como São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. A vacinação foi ampliada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo para incluir todos de seis meses a 59 anos, com mais de 70 mil vacinados apenas na capital paulista.
As conquistas no combate à malária e sarampo sublinham um progresso significativo na área de saúde pública do Brasil, com continuidade esperada em programas de prevenção e tratamento para garantir a segurança e saúde da população.
Créditos das informações: Agência Brasil.
Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil
Saúde

