Tifanny, a primeira jogadora trans da Superliga, critica nova política da CBV sobre elegibilidade
A oposta Tifanny, que defende o Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou sua indignação em relação à nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Essa normativa, anunciada na última sexta-feira (14), estabelece que apenas atletas designadas como do sexo biológico feminino ao nascer poderão competir em categorias femininas. A declaração de Tifanny, que se tornou a primeira atleta trans a atuar na Superliga, marca um momento significativo na discussão sobre inclusão e diversidade no esporte brasileiro.
A jogadora de 41 anos considera a nova regra um “enorme retrocesso” para a luta pela visibilidade e inclusão de atletas trans. Em um pronunciamento, Tifanny declarou: “A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans”. Ela enfatizou a gravidade da situação ao compará-la a práticas discriminatórias do passado, como os testes vexatórios realizados com atletas nas décadas de 1960 e 1970.
Tifanny tem sido uma figura inspiradora no esporte, atuando no vôlei feminino desde 2017 e conquistando a Superliga em 2025. Após a sua sensacional estreia no Campeonato Paulista, onde marcou 19 pontos na partida contra o Pinheiros, a atleta mostrou resiliência. Apesar da derrota de sua equipe por 3 sets a 2, ela continua empenhada em lutar por seus direitos e pelos direitos de outras atletas trans.
A participação dela no jogo ocorreu antes que as novas determinações da CBV tivessem efeito, já que a Federação Paulista de Volleyball decidiu manter o regulamento vigente para o Estadual. Contudo, a nova política da CBV, que exige a apresentação de resultado negativo para o gene SRY como parte dos critérios de elegibilidade, já estará em vigor nas competições de 2023. Essa mudança visa alinhar as regras de participação com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Com essa controvérsia, a discussão sobre inclusão no esporte brasileiro promete se intensificar, refletindo um movimento global sobre como lidar com a diversidade em competições esportivas.
Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: “Retrocesso”
Fonte: Agencia Brasil.
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