O Botafogo se prepara para um desafio no confronto com o Cienciano, que acontece nesta quinta-feira (13), às 21h30 (de Brasília), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, no Peru. Além do adversário, o Glorioso terá que lidar com a altitude, situada a aproximadamente 3.350 metros acima do nível do mar. O histórico do clube nesta condição requer cautela, especialmente em um duelo de mata-mata nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
De acordo com um levantamento do site Lance!, o Botafogo jogou 11 partidas em Libertadores e Sul-Americana em altitudes superiores a 1.500 metros. O desempenho resultou em três vitórias, dois empates e seis derrotas, totalizando um aproveitamento de 33,4%. Este cenário se torna um fator preponderante na análise do desempenho da equipe em jogos em condições similares.
Retrospecto do Botafogo na altitude
Historicamente, jogar em altitudes elevadas representa um desafio constante para o Botafogo. Em 2026, o time enfrentou duas situações em competições internacionais sob essas circunstâncias. A primeira ocorreu em fevereiro, quando enfrentou o Nacional Potosí na Bolívia, cerca de 4.000 metros acima do nível do mar, resultando em uma derrota por 1 a 0.
Entretanto, uma performance positiva ocorreu durante a fase de grupos da atual Copa Sul-Americana. O Botafogo visitou o Independiente Petrolero em Sucre, a cerca de 2.800 metros de altitude, e venceu por 3 a 0, mostrando que a equipe pode superar os desafios impostos pelo ambiente.
Histórico favorável em mata-mata
Embora o histórico geral em altitudes seja desfavorável, o Botafogo apresenta um retrospecto mais positivo em confrontos eliminatórios. Nos últimos quatro mata-matas, o clube passou em duas ocasiões. Um exemplo marcante foi em 2014, na Libertadores, onde perdeu para o Deportivo Quito, mas reverteu a desvantagem com uma vitória por 4 a 0 em casa.

Outro momento significativo ocorreu durante a campanha que levou ao título da Libertadores em 2024. O Botafogo empatou em 1 a 1 com o Aurora, na Bolívia, e posteriormente garantiu a vaga ao vencer por 6 a 0 no Nilton Santos.
Na partida contra o Cienciano, o Botafogo terá a vantagem de jogar a segunda partida em casa. No entanto, o primeiro desafio envolve lidar com a altitude em Cusco e buscar um resultado favorável que ajude a equipe a matar o confronto em sua casa, no Nilton Santos.
Opinião do autor
O desempenho histórico do Botafogo na altitude deve ser analisado com cautela. Embora os números mostrem uma dificuldade, cada jogo apresenta particularidades, e o Glorioso já provou ter capacidade de lidar com essas adversidades. O time deve entender que a altitude requer uma estratégia adaptada. A gestão do ritmo de jogo é essencial para evitar uma queda de rendimento físico ao longo da partida. Franclim Carvalho deverá buscar um direcionamento equilibrado entre controlar as ações e explorar os momentos de ataque que surgirem.

Ademais, considerando que trata-se de uma eliminatória de 180 minutos, o Botafogo deve ser cauteloso em sua abordagem. Um bom resultado em Cusco pode ser crucial para a definição diante de sua torcida no segundo jogo, o que pode moldar a estratégia da equipe nas próximas etapas da Copa Sul-Americana.
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