A Assembleia Legislativa do Estado (Ales), sob a liderança do deputado Marcelo Santos, está cogitando postergar a votação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do Governo. Este adiamento, acordado entre as lideranças da Casa, pode significar um incremento de tempo e poder de barganha para os parlamentares, em meio a um cenário político delicado.
O PLDO, apresentado pelo governador Ricardo Ferraço, prevê receitas de R$ 29,7 bilhões para 2027, um aumento de 4,56% em relação ao ano anterior. As despesas estimadas totalizam R$ 31,40 bilhões, o que representa uma leve retração em relação a 2026. O texto também destaca que o Espírito Santo apresentou um crescimento de 3,9% no PIB em 2025, superando as previsões anteriores.
Ano passado, a votação da LDO de 2026 foi apressada, em regime de urgência, provocando descontentamento por parte de alguns deputados, que relataram falta de tempo para discussão e apresentação de emendas. Várias dessas propostas, incluindo aquelas que visavam modernizar a Defensoria Pública do Estado, foram rejeitadas de forma coletiva, o que gerou críticas por parte de Camila Valadão (Psol) e outros parlamentares.
O adiamento da proposta pode ser uma estratégia dos deputados para intensificar suas considerações junto à gestão estadual, especialmente com as próximas eleições se aproximando. O recesso parlamentar acontece em um período crítico, já que o cenário político é marcado por movimentações de pré-campanha.
A eventual votação tardia da LDO poderá impactar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que, tradicionalmente, acontece nos últimos meses do ano. A expectativa, no entanto, é que a Casa mantenha a tramitação adequada das propostas, mesmo diante dos desafios.

Kamyla Passos/Ales
Fonte: Século Diário

