Rio de Janeiro – Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou o presídio feminino Talavera Bruce, em Gericinó, nesta quinta-feira (4), após ser beneficiada por um perdão judicial. A decisão, proferida pela juíza Elizabeth Louro do 2º Tribunal do Júri, alterou a classificação do crime de homicídio doloso para culposo, resultando no perdão judicial dado à Monique. Após cumprir o tempo previsto em regime de prisão preventiva, relacionado a um ano e quatro meses por omissão no caso de tortura ao filho, a pena foi declarada extinta.
A liberação de Monique ocorreu enquanto o padrasto de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, enfrenta uma condenação de quase 44 anos por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no mesmo caso. A tragicidade dos eventos foi agravada pela revelação de que Jairinho possuía antecedentes de agressões contra mulheres e crianças.
Durante o julgamento, ficou evidenciado que, apesar dos claros sinais de perigo que Jairinho representava, Monique não interveio ou protegeu seu filho da violência. O promotor Fábio Vieira enfatizou a responsabilidade de Monique como mãe e garantidora legal da segurança do menino, apontando sua omissão como uma contribuição direta para a tragédia.
Entretanto, a defesa de Monique, representada pelos advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, defendeu a integridade das decisões do Tribunal do Júri, destacando a análise apropriada das evidências apresentadas. Eles sustentaram que Monique não agrediu o filho e que seu principal erro foi não reconhecer a tempo a gravidade da violência doméstica que ela e o filho estavam sofrendo.
A decisão de liberar Monique não concluiu o caso, visto que a Promotoria já anunciou planos de recorrer a sentença, buscando uma revisão da classificação para homicídio doloso dada a Monique na primeira instância.
Este conturbado e trágico evento em que Henry Borel perdeu a vida recebeu grande atenção pública e críticas, instigando debates sobre violência doméstica e a necessidade de maior proteção legal para as vítimas desse tipo de agressão.
(Foto: Brunno Dantas/TJRJ)
Monique Medeiros deixa a prisão no Rio; MP vai recorrer da decisão
Internacional

