Polícia Civil do ES deflagra Operação Falsária 2 e prende mulher por exercício ilegal da advocacia
Marataízes, 29 de setembro de 2023 — A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em colaboração com a Divisão de Inteligência da Polícia Penal do Estado, realizou nesta quarta-feira (29) a Operação Falsária 2, no bairro Campo Acima, em Itapemirim. A ação culminou na prisão de uma mulher de 55 anos, investigada pelos crimes de uso de documento falso e exercício ilegal da advocacia no sistema prisional capixaba.
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça. O juízo também acolheu a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e determinou a suspensão da atividade advocatícia da investigada como medida cautelar, dada a gravidade das acusações.
As investigações revelaram que a suspeita falsificou um certificado de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), datado de 1992, antes mesmo de se graduar em Direito, em 2015. Com o documento fraudulento, solicitou à seccional da Paraíba (OAB/PB), em outubro de 2017, a emissão da segunda via do certificado, conseguindo, assim, a inscrição e a carteira funcional de advogada sem a devida verificação.
Consultas à Fundação Getulio Vargas (FGV) não encontraram qualquer registro de aprovação da mulher em exames entre 2015 e 2017. A OAB/PB posteriormente confirmou a fraude.
Utilizando a carteira profissional falsificada, a investigada prestou 218 atendimentos a internos em unidades de segurança máxima do sistema penitenciário capixaba. Entre os presos atendidos, estavam líderes de facções como Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando de Vitória (PCV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Amigos dos Amigos (AFC). Um dos atendidos foi Cleuton Gomes Pereira, conhecido como “Frajola”, líder do PCV.
A Operação Falsária 2 é um desdobramento da Operação Falsária, deflagrada em dezembro de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da investigada, onde foram encontrados documentos que provam sua inscrição fraudulenta. Na ocasião, ela confessou a falsificação e, após a continuidade das investigações e a aceitação da denúncia pelo Judiciário, a prisão preventiva foi decretada, destacando a efetividade do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Penal do Espírito Santo.
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Polícia Civil prende mulher de 55 anos por usar documento falso e atuar ilegalmente como advogada no sistema prisional do Espírito Santo.
Fonte: Polícia Civil-ES.

