Em um dia de volatilidade nos mercados financeiros, o dólar fechou acima de R$ 5, enquanto a bolsa brasileira registrou queda superior a 2%. As movimentações foram influenciadas por uma combinação de tensões geopolíticas, decisões de política monetária nos Estados Unidos e expectativas relacionadas à taxa de juros no Brasil.
O dólar comercial terminou a quarta-feira sendo negociado a R$ 5,001, representando uma valorização de 0,4%. A moeda norte-americana iniciou o dia próxima a R$ 4,98, mas mostrou tendência de alta acompanhando as aberturas de mercado nos Estados Unidos, alcançando a máxima de R$ 5,01 durante o período da tarde.
No cenário internacional, o dólar ganhou força em relação a outras moedas importantes, influenciado por um ambiente de maior incerteza. Este fenômeno ocorreu simultaneamente à manutenção dos juros norte-americanos pelo Federal Reserve, situados entre 3,50% e 3,75%.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o dia em forte baixa, atingindo seu menor nível desde 30 de março. Com uma redução de 2,05%, o índice se posicionou em 184.750 pontos, tendo oscilado significativamente durante a sessão. Este movimento reflete um quadro geral de nervosismo no mercado, potencializado pelas tensões no Oriente Médio e a política monetária dos EUA.
Paralelamente, os preços do petróleo apresentaram ascensão notável no mercado global. O tipo WTI foi comercializado a US$ 106,88 por barril, um aumento de 6,95%, enquanto o Brent, referência para a Petrobras, fechou a US$ 110,44, elevando-se 5,78%. A escalada dos preços reflete as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento via Estreito de Ormuz, vital corredor de transporte do recurso.
Na esfera nacional, o mercado mantinha as atenções voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que optou por uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, ajustando-a para 14,5% ao ano, medida divulgada após o encerramento do mercado.
*Com informações da Reuters e da Agência Brasil (EBC).
Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global
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