O senador Fabiano Contarato (PT) está em busca de reeleição nas eleições de outubro de 2026, focando sua campanha em segurança pública. Em um cenário repleto de candidatos, Contarato se declarou confiante e destacou seu trabalho legislativo, ressaltando conquistas como a lei que impõe punições severas a motoristas bêbados e o projeto que classifica a corrupção como crime hediondo.
Em entrevista ao Século Diário, Contarato enfatizou que “a democracia é o melhor terreno para plantar e colher direitos” e reafirmou sua dedicação ao mandato, mencionando seu histórico de emendas parlamentares que atenderam municípios capixabas. Com um perfil que une experiências na polícia e uma trajetória política progressista, ele tenta se distanciar da concorrência enquanto enfrenta desafios em sua imagem pública, especialmente após pontuações sobre seu alinhamento com o PT.
Contarato não hesitou em criticar o atual sistema penal ao abordar a internação de adolescentes em conflitos com a lei, citando a necessidade de endurecer as penas após casos de violência nas escolas. Além disso, mencionou sua participação ativa na aprovação do piso nacional da enfermagem, uma demanda antiga que ganhou força durante a pandemia.
A trajetória de Contarato na política começou em 2018, quando, como candidato da Rede Sustentabilidade, ganhou destaque ao derrotar figuras tradicionais como Magno Malta e Ricardo Ferraço. Sua movimentação no cenário eleitoral é observada com atenção, especialmente em relação a Marcos do Val, com quem disputou a vaga no Senado.
Num recente levantamento de intenções de voto, Contarato apareceu em quinto lugar, enfrentando candidatos consagrados e novos postulantes como o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio. O empresário e a situação política envolvendo o governador Renato Casagrande também têm potencial para impactar o panorama eleitoral, dado o cenário turbulento atual.
“No momento oportuno, a população capixaba vai entender e vai ver todo o esforço”, afirmou Contarato, reforçando sua confiança em um eventual reconhecimento das contribuições feitas ao estado.

Leonardo Sá
Fonte: Século Diário

