IPCA-15 de fevereiro apresenta aumento expressivo, impulsionado pelo setor de transportes
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,84% em fevereiro de 2026, marcando uma elevação significativa em comparação ao índice de janeiro, que foi de apenas 0,20%. Este crescimento é refletido na acumulação de 1,04% em 2026, e 4,10% nos últimos 12 meses, uma diminuição frente aos 4,50% observados no período anterior. A comparação com fevereiro de 2025, que teve uma taxa de 1,23%, ressalta um cenário inflacionário em mudança.
Dos nove grupos analisados, o setor de Transportes foi o principal responsável pelo aumento, apresentando uma variação de 1,72% e contribuindo com 0,35 pontos percentuais para o índice geral. O impacto mais notável foi observado nas passagens aéreas, que subiram 11,64%, e nos combustíveis, com alta de 1,38%, incluindo aumentos no preço do etanol (2,51%) e da gasolina (1,30%). Já a energia elétrica teve um impacto negativo, com uma redução de 1,37%.
O grupo da Educação também teve destaque, com uma variação de 5,20% e uma contribuição de 0,32 pontos percentuais ao índice. Os reajustes de preços em cursos regulares, especialmente no início do ano letivo, foram significativos, com o ensino fundamental aumentando 8,07% e o ensino médio 8,19%.
Os dados coletados no período entre 15 de janeiro de 2026 e 12 de fevereiro de 2026 refletem a realidade de famílias com renda de até 40 salários-mínimos nas regiões metropolitanas de diversas cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O IPCA-15, portanto, serve como um indicador importante para entender as mudanças no custo de vida e o comportamento da inflação no Brasil.
Em relação ao grupo de Alimentação e Bebidas, o aumento observado foi de 0,20%, com a alimentação no domicílio subindo apenas 0,09%. Produtos como o tomate tiveram aumento significativo de 10,09%, enquanto o arroz e o frango apresentaram quedas. Em Habitação, a taxa subiu 0,06%, principalmente por conta do aumento nas tarifas de água e esgoto, enquanto a energia elétrica teve queda.
Finalmente, os dados regionais mostram que a maior variação foi em São Paulo (1,09%), devido a aumentos em passagens aéreas e cursos regulares, enquanto Recife apresentou o menor índice (0,35%), sustentado por quedas em transporte por aplicativo e energia elétrica. Essa diversidade de variações regionais ilustra os diferentes impactos da inflação nas distintas áreas do país.
IPCA-15 foi de 0,84% em fevereiro

