A recente mudança de Filipe Rigoni do União Brasil para o PSB, partido do governador Renato Casagrande, gerou forte descontentamento entre integrantes da superfederação União Progressista (UP). Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa e membro da UP, expressou nas redes sociais sua insatisfação, afirmando que a migração de Rigoni não foi bem recebida e que a federação acompanhará com atenção os desdobramentos dessa desfiliação. Rigoni, um político de destaque que conquistou 63,3 mil votos nas últimas eleições, era considerado um ativo importante, o que tornou sua saída ainda mais simbólica e impactante.
Além do tumulto interno na UP, Marcelo foi visto em inaugurações do governo, posando ao lado de Casagrande, o que sugere uma tentativa de manter a aparência de harmonia. Contudo, a federação não demonstra apoio unânime ao governo, especialmente com a presença do deputado federal Evair de Melo, que está em busca de definições sobre sua candidatura nas eleições de 2026. Enquanto isso, o deputado Da Vitória se mantém ao lado de Casagrande, embora também mantenha laços com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.
Por ora, a saída de Rigoni levanta questões sobre a estabilidade da frente governista, especialmente na relação com figuras como o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, que agora se posiciona como um dissidente dentro do grupo. A situação permanece volátil e a federação UP observa atentamente cada movimento político em um cenário que promete ser cada vez mais competitivo.

Fonte: Século Diário

