O Carnaval de Brasília encontrou em suas ruas um espaço de revolução e diversidade com o “Bloco do Amor”, conhecido por celebrar a heterogeneidade cultural e promover a aceitação entre os foliões.
No último sábado, ao redor da Biblioteca Nacional e do Museu Nacional, o bloco reuniu aproximadamente 70 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Desde sua fundação em 2015, o Bloco do Amor tem como missão ocupar o centro de Brasília com manifestações que exaltam o respeito, a diversidade e o carinho coletivo, sempre com muito estilo, cores e glitter, marcando uma das celebrações mais emblemáticas do carnaval brasiliense.
Este ano, o tema “Sonhar como Ato de Existência” guiou a festa, ressaltando o sonho e a alegria como mecanismos de resistência e mudança social. O bloco apresenta-se como uma zona livre de preconceitos, especialmente valorizando a comunidade LGBTQIAPN+ em um ambiente onde a diversidade de ritmos musicais – do axé retrô ao eletrônico, incluindo pop, MPB e forró – anima a multidão, segundo explicou Letícia Helena, coordenadora geral do Bloco do Amor à Agência Brasil.
Esta edição do evento faz parte da Plataforma Monumental, que acolhe diversos eventos ao longo de quatro dias, promovendo cultura e inclusão. Reunindo experiências bem-sucedidas de prevenção à violência e assédio, especialmente contra mulheres (registrando zero ocorrências em 2024 segundo a Secretaria de Segurança Pública), o bloco mostra o compromisso com um carnaval seguro e alegre para todos os públicos.
O Bloco do Amor, ainda segundo Helena, surgiu da necessidade de redefinir concepções sobre amor e representatividade em espaços públicos de Brasília. A mudança para locais mais amplos foi necessária conforme o bloco cresceu, garantindo segurança e conforto no cultivo desta festa que hoje alcança milhares de corações.
Valorizando a diversidade musical e cultural, o Bloco do Amor se confirma como um importante agente de transformação social, demonstrando que o Carnaval, além de ser uma festa, é um espaço para ampliação e respeito às diferenças. Segundo participantes e organizadores, a mensagem do bloco reverbera por Brasília, inspirando outros espaços e eventos na cidade a promoverem ideais semelhantes de inclusão, amor e respeito mútuo.
Foto de Letícia Helena: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto de Fernando Franq e Ana Flávia Garcia: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto de Clarice Pontes: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto de Alasca Ricart: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto de Ricardo Maurício e família: Valter Campanato/Agência Brasil
Bloco do Amor faz carnaval respeitoso e livre de preconceitos no DF
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