O Partido União Brasil, vinculado ao presidente interino Dr. William, enfrenta sérias alegações de fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A Polícia Federal (PF) iniciou investigações após o Ministério Público do Estado (MPES) receber denúncias que indicam a apresentação de candidaturas fictícias por parte do partido, apenas para cumprir o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas.
Dentre os principais pontos levantados, duas candidatas do União Brasil, Gilza da Capoeira e Miss Meyre Maciel, não evidenciaram ações de campanha, levantando suspeitas de que suas candidaturas fossem meramente uma estratégia para atingir o número exigido pela legislação. Gilza, que é deficiente visual e recebeu apenas 18 votos, não teve material de campanha encontrado. Miss Meyre, por sua vez, fez uma única postagem e também teria desistido de concorrer, segundo informações levantadas pela comunidade.
A gravidade da situação está relacionada a possíveis consequências severas, já que, em caso de condenação, todos os votos do União Brasil podem ser anulados, comprometendo o mandato de Dr. William Miranda, que é o único vereador do partido na Câmara Municipal da Serra. Além disso, o PT também apontou irregularidades semelhantes em outras siglas, incluindo Rede Sustentabilidade, PSDB, e PSD.
Em um panorama político conturbado, o cenário na Câmara tem se intensificado com medidas de segurança, como a proibição do porte de armas nas dependências do Legislativo. O aumento da tensão é reflexo do afastamento de cinco parlamentares acusados de corrupção, levando a um clima de insegurança e a necessidade de revistas na entrada do Plenário, visando proteger os vereadores e cidadãos presentes.
A Câmara Municipal da Serra reiterou em nota que as novas medidas visam garantir a segurança em um momento crítico, embora não tenham esclarecido os motivos que levaram ao reforço das normas agora.
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(Foto: autor desconhecido)
Fonte: Século Diário

