Governo Defende Parcerias com o Setor Privado para Infraestrutura
Durante um seminário realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta segunda-feira (9), ministros das áreas de infraestrutura enfatizaram a importância de investir em parcerias com a iniciativa privada em setores cruciais como rodovias, portos, aeroportos, saneamento e habitação. O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, destacou que a continuidade dos investimentos é essencial para o crescimento do país. “O Brasil só vai avançar se nós tivermos investimentos, e gerar isso tem que ser uma situação perene para que projetos continuem sendo produzidos”, afirmou Barbalho.
Na audiência, composta por representantes do setor privado, incluindo empresas de infraestrutura e instituições financeiras, o ministro reiterou o compromisso do governo em apoiar iniciativas de investimento. Barbalho também discutiu os esforços do governo federal para combater o déficit habitacional por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que deve chegar a 3 milhões de contratos até 2026. Ele revelou que o MCMV responde por 85% dos lançamentos imobiliários no Brasil e sublinhou que a colaboração com o setor privado é essencial para alcançar as metas de mobilidade e saneamento definidas.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, complementou a discussão ao ressaltar que o Brasil possui o maior “pipeline” de concessões de rodovias do mundo, com R$ 400 bilhões previstos para investimentos privados em obras de infraestrutura. “É um ciclo maior e não apenas um investimento concentrado em quatro anos”, esclareceu o ministro.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, abordou a necessidade de um investimento anual mínimo de R$ 218 bilhões para fechar a lacuna de 1,74% do PIB que o país apresenta em infraestrutura. Desde o seu lançamento em 2023, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já alcançou R$ 788 bilhões em investimentos, com perspectivas otimistas de atingir R$ 1 trilhão.
O seminário também destacou o papel do BNDES no mercado de capitais. Sua diretora de Infraestrutura, Luciana Costa, afirmou que o banco busca mitigar riscos com outras instituições financeiras, promovendo o crescimento do mercado de capitais, que se tornou a principal fonte de captação para empresas. O diretor-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, corroborou essa análise, lembrando que há uma evolução significativa na agenda de financiamento que antes dependia apenas dos bancos.
O evento se mostrou um espaço crucial para apresentar estratégias, facilitar diálogos e atrair investimentos para a infraestrutura brasileira, sendo a parceria entre público e privado um ponto central para os próximos desafios e projetos em andamento.

Ministros defendem mais parcerias em investimentos em infraestrutura
Fonte: Agencia Brasil.
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