12 de fevereiro de 2026
Meio AmbienteJustiça suspende atividades da Vale em Minas após vazamento de rejeitos

Justiça suspende atividades da Vale em Minas após vazamento de rejeitos

Judiciário de Minas Gerais Determina Paralisação das Atividades da Vale em Ouro Preto Após Vazamento Ambiental

A Justiça de Minas Gerais determinou, na última sexta-feira (6), a imediata paralisação de todas as atividades da mineradora Vale no Complexo Minerário de Fábrica, localizado em Ouro Preto. A decisão foi motivada por sérios danos ambientais resultantes de um vazamento de água e rejeitos que ocorreu no dia 25 de janeiro. A ação foi solicitada pelo governo estadual e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que alegam que a empresa comprometeu a saúde dos ecossistemas locais.

De acordo com a sentença, as operações da mineradora só poderão ser retomadas quando forem comprovadas a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo. A Vale poderá enfrentar uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, com um teto que atinge os R$ 10 milhões.

O vazamento, que aconteceu em uma das cavas da mina, resultou na liberação de 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo minérios e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. O incidente teve um impacto direto sobre os cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba. Segundo informações do MPMG, o problema foi agravado por uma falha no sistema de drenagem do reservatório da mina. Além disso, o órgão destacou que a Vale levou cerca de dez horas para comunicar o vazamento às autoridades competentes, o que dificultou a resposta da Defesa Civil.

A lama resultante do vazamento atingiu ainda a área de outra empresa, a CSN, provocando danos adicionais. Posteriormente, o material contaminado alcançou o rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana de Ouro Preto, antes de desaguar no rio Maranhão, que, por sua vez, deságua no Paraopeba — o mesmo rio que foi impactado pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em janeiro de 2019.

Em um desdobramento paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou, pedindo a justiça a retenção de mais de R$ 1 bilhão da Vale para assegurar a reparação dos danos ambientais e materiais provocados pela contaminação.

A Agência Brasil entrou em contato com a empresa, que ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial. O caso ressalta a necessidade de rigor na fiscalização de atividades mineradoras, especialmente em regiões já marcadas por tragédias ambientais.

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Após vazamento, Justiça paralisa atividades da Vale em complexo de MG

Fonte: Agencia Brasil.

Meio Ambiente

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