Ucrânia, Rússia e EUA se Reúnem em Abu Dhabi para Negociações sobre Territórios do Leste da Ucrânia
Em um movimento significativo para o futuro da segurança e estabilidade na Europa, a Ucrânia, Rússia e Estados Unidos (EUA) iniciaram negociações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o foco central na disputa territorial no leste ucraniano. Este encontro marca a primeira interação trilateral planejada desde o início da invasão russa em 2022, um evento que continua a provocar tensões geopolíticas em diversas nações. A reunião foi confirmada na madrugada do dia 23 de junho, após discussões intermitentes entre o presidente russo, Vladimir Putin, e emissários norte-americanos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.
O conselheiro diplomático russo, Yuri Ushakov, descreveu as conversas como “úteis em todos os aspectos”, salientando que o primeiro encontro formal de um grupo de trabalho trilateral sobre segurança ocorrerá na capital dos Emirados Árabes. Embora os detalhes das negociações permaneçam escassos, as expectativas são altas. A principal questão em pauta será a controvertida demanda da Rússia por concessões territoriais, uma preocupação que o próprio Ushakov enfatizou ao afirmar que “sem resolver a questão territorial não se deve contar com um acordo de longo prazo”.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também abordou a importância do tema, reiterando que o controle sobre regiões estratégicas do leste da Ucrânia, como Donetsk e Lugansk, é vital para o futuro do país. Em uma entrevista, ele destacou a urgência nas discussões, enfatizando que o acordado com os EUA sobre garantias de segurança está quase finalizado, necessitando apenas da aprovação formal por parte de Trump.
A delegação russa, por sua vez, liderada pelo general Igor Kostyukov, está a caminho de Abu Dhabi, enquanto a Ucrânia será representada por importantes figuras do governo, incluindo Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança, e o general Andriy Gnatov, representante das Forças Armadas. A esperança é que este diálogo possa criar um espaço para um entendimento que minimize os conflitos e promova a paz na região.
Na véspera desse encontro, Zelensky expressou preocupações sobre a fragmentação da Europa, observando a falta de “vontade política” tanto dos aliados ocidentais quanto do Kremlin. Este comentário surge em meio a uma crescente pressão sobre Kiev, para que obtenha apoio e garantias para sua defesa enquanto enfrenta uma das crises mais desafiadoras de sua história recente.
Essas negociações têm implicações diretas não apenas para a Ucrânia, mas também para a ordem mundial e as relações internacionais, especialmente considerando o papel central dos EUA nesse contexto. O desdobramento deste diálogo poderá influenciar o cenário geopolítico nas próximas semanas e meses, enquanto os países observam de perto como as partes envolvidas se movimentam em um tabuleiro complexo e delicado.

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Ucrânia, Rússia e EUA vão juntos, pela 1ª vez, à mesa de negociações
Fonte: Agencia Brasil.
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