A média de chuvas em São Paulo está abaixo do esperado para janeiro, com exceção do Mirante de Santana. Esta tendência se estenderá pelo trimestre, influenciada pelo La Niña, como informa o Inmet. Enquanto isso, o estado enfrenta sua pior seca dos últimos 12 anos, com impactos severos nos sistemas de reservatórios, especialmente na região metropolitana, segundo dados da Sabesp.
A escassez de precipitações em São Paulo, já considerada grave pelo Instituto Nacional de Meteorologia, aponta para um cenário de desequilíbrio ambiental acentuado pelo fenômeno climático La Niña. A estiagem se agrava desde janeiro de 2024, com previsão de poucas melhoras antes do segundo semestre. O Inmet detalha que, enquanto a região metropolitana luta com a seca, áreas no Sul do Brasil podem esperar um excesso de chuvas.
Em termos de recursos hídricos, o sistema Cantareira, principal reservatório da região, opera com 19,39% de sua capacidade, um dos níveis mais baixos já registrados, conforme monitoramento da Agência Nacional de Águas. Em resposta, a Sabesp está intensificando a captação de água e adotando medidas para reduzir o desperdício. A companhia revelou que tem sido necessário realizar cortes no fornecimento de água durante a noite desde agosto de 2025.
A Arsesp, atenta à crise, aciona planos de segurança hídrica e gestão de recursos, afirmando que a gestão dinâmica do sistema de reservatórios é vital. Diante deste cenário, a agência ressalta a importância do consumo consciente de água pela população.
A situação é crítica em outras regiões do Brasil, com avanço de seca em estados do Nordeste e piora no norte de Minas Gerais e em Goiás, de acordo com o último relatório do Monitor de Secas da ANA.
A medida que a crise avança, fica evidente a necessidade de ações integradas e persistentes para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos, especialmente em áreas metropolitanas como São Paulo, onde a demanda por água é intensa e a oferta natural limitada.
Créditos das informações: Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Sabesp, e Agência Brasil.
Chuvas abaixo da média tendem a persistir e agravar seca em São Paulo
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