Ministro Flávio Dino Impõe Restrições a Destinação de Emendas Parlamentares a Entidades Familiares
Em decisão marcante, Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (15), a proibição da alocação de emendas parlamentares para entidades do terceiro setor que envolvam parentes de congressistas ou de seus assessores nas direções dos órgãos beneficiados. A medida, que inclui empresas e prestadores de serviços com laços familiares ou conjugais com parlamentares, estabelece um marco importante no combate ao nepotismo e à corrupção dentro da política brasileira.
O ministro redigiu a decisão enfatizando que tais práticas desvirtuam os propósitos das emendas constitucionais, comprometendo a imparcialidade e a legibilidade dos gastos públicos, além de minar a confiança pública nas instituições democráticas. “Transformar recursos públicos em moeda de afeto, conveniência ou lealdade pessoal não é compatível com o regime republicano”, escreveu o ministro na sua declaração.
Essa rigorosa iniciativa segue o recente levantamento divulgado pelo jornal ‘O Globo’ que detectou um substancial aumento nas emendas destinadas a ONGs, ascendendo para R$ 3,5 bilhões na atual legislatura, representando um crescimento de 410% em comparação com o ciclo legislativo anterior. Diante desse contexto, o ministro Dino ressaltou o crescimento de indícios de má administração das verbas, que agora são criteriosamente examinadas mediante novos padrões de transparência e rastreabilidade, conforme medidas adotadas pelo STF desde 2022.
Atualmente, o Supremo continua a avaliar diversas ADPFs relativas à constitucionalidade das emendas parlamentares, enquanto diversos casos de suspeitas de desvios seguem sob investigação. Esta decisão reitera o compromisso do tribunal na fortificação das bases éticas da gestão pública brasileira.
Dino proíbe emendas para entidades ligadas a parentes de parlamentares
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