O senador Fabiano Contarato (PT-ES) se viu em meio a uma controvérsia após ter votado a favor do PL da Dosimetria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mesmo sendo contra a proposta que reduz penas para os golpistas de 8 de janeiro. Em suas redes sociais, Contarato se justificou, afirmando que seu voto foi um “engano” e que já buscou corrigir a anotação no sistema do Senado para expressar sua real posição contrária.
A aprovação do PL da Dosimetria pela Câmara e pelo Senado gerou reações acaloradas, especialmente entre os petistas. Jacques Wagner, líder do PT, foi criticado por articular um acordo que viabilizou a votação do projeto sem consultar o Planalto, enquanto a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o presidente Lula vetará a proposta. A votação final no Senado resultou em 48 votos a favor e 25 contra, com Contarato se posicionando contra na plenário, após o suposto erro na CCJ.
O projeto, que já havia sido modificado em sua passagem pela Câmara, define que crimes de tentativa de golpe de Estado podem ter suas penas reduzidas, mas também introduziu emendas que dificultam a ampliação dessa redução a outras categorias de crimes. Contarato se manifestou nas redes sociais, afirmando ter lutado para que o projeto fosse rejeitado e que havia se enganado na votação. A confusão suscita dúvidas entre seus eleitores, que se dividem entre críticas e desculpas pela falha.
A proposta, que abre brechas para a redução de penas para golpistas, foi aprovada num contexto de negociações entre governo e oposição. Essa manobra, segundo alguns senadores, é uma tentativa de facilitar a votação de outras pautas importantes, como a elevação de impostos sobre apostas.
Ainda há incertezas sobre o futuro do PL da Dosimetria, mas a posição de Contarato e os desentendimentos internos no PT refletem uma tensão crescente em torno do tema. A expectativa é que o texto final gerará debates acalorados nos próximos dias conforme avançam as discussões no Senado.

Agência Senado
Fonte: Século Diário

