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Casagrande e PSB enfrentam dilemas após ADPF das Favelas e chacina no RJ

O governo Renato Casagrande enfrenta um momento delicado enquanto o PSB, partido ao qual pertence, busca manter um discurso equilibrado diante de ataques da extrema direita. A pressão se intensificou após a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que impôs restrições às operações policiais nas favelas cariocas, e a brutal chacina nos Complexos do Alemão e da Penha, que resultou em mais de 120 mortos.

Recentemente, a Executiva Nacional do PSB decidiu destituir os advogados que representavam o partido na ADPF, após uma petição protocolada por eles pedindo investigações sobre supostos descumprimentos das normas do STF. A petição identifica “indícios de execuções extrajudiciais e tortura” e clasifica as ações policiais como uma “chacina”, citando ainda a crítica do governador fluminense, Cláudio Castro, que rotulou a ADPF como “maldita”.

Essa decisão gerou desconforto entre os dirigentes do PSB, que temiam a crescente polarização no contexto pré-eleitoral. Em resposta, 17 entidades de direitos humanos criticaram a cúpula do partido, considerando sua postura um retrocesso para a responsabilidade do Estado nas operações policiais. “Tal postura representa um desrespeito pela luta histórica pela responsabilização do Estado”, afirmam as entidades.

No Espírito Santo, a repercussão da ADPF das Favelas não passou despercebida. Lucas Polese, deputado estadual pelo PL, usou as redes sociais para criticar as declarações de Casagrande sobre a chacina no Rio, atribuindo ao PSB a culpa pela “proteção” ao crime organizado. Outras figuras de extrema direita, como o Coronel Ramalho, também se manifestaram contra o governador, enquanto Casagrande ressaltou a importância de se investigar as mortes decorrentes da chacina.

Em sua defesa, Casagrande destacou os bons resultados da gestão de segurança pública no Espírito Santo, argumentando que os criminosos estão migrando para o Rio de Janeiro por medo de serem presos em seu estado. O vice-governador Ricardo Ferraço, escalado para acompanhar o plano de contingência, reforçou essa ideia, prometendo que a segurança pública do Espírito Santo impede a fuga de criminosos para outras regiões.

Renato Casagrande durante evento relacionado à segurança pública.
Secom-ES

Fonte: Século Diário

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