11 de fevereiro de 2026
EducaçãoAquecimento global pode dobrar mortes por calor entre idosos até 2045

Aquecimento global pode dobrar mortes por calor entre idosos até 2045

Calor Extremo Pode Dobrar Mortes em 20 Anos na América Latina, Aponta Estudo

O calor intenso já representa cerca de 1 em cada 100 mortes na América Latina, segundo uma recente análise de cenários realizada em 326 cidades de países como Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores, sugere que esse número pode mais do que dobrar, chegando a até 2,06% das mortes, com o aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas. O impacto mais acentuado deve ser sentido entre os idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, que enfrentam condições desfavoráveis como a falta de ar-condicionado e espaços verdes adequados para suportar ondas de calor cada vez mais severas.

Os dados que embasam essa pesquisa foram obtidos através do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DataSUS e do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento da população acima de 65 anos nas próximas décadas é um fator crítico que agravará ainda mais a situação, uma vez que essa faixa etária é mais suscetível a complicações de saúde relacionadas a temperaturas extremas.

O professor Nelson Gouveia, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), um dos autores do estudo, ressalta que “as mortes são apenas a ponta do iceberg”. A pesquisa alerta que o calor extremo não só aumenta os óbitos, mas também eleva o risco de infartos, insuficiência cardíaca e agravamento de outras doenças crônicas, tornando urgente a necessidade de ações efetivas para proteger as populações mais vulneráveis.

As recomendações para mitigar esses riscos incluem a implementação de políticas de adaptação climática, a criação de sistemas de alerta precoce com comunicação acessível, a expansão de áreas verdes e a educação da população acerca dos perigos das altas temperaturas. O projeto que originou o estudo, denominado Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima), é um esforço colaborativo entre instituições de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos, com duração prevista até 2028.

O estudo completo está disponível na revista eletrônica Environment International e pode servir como base para políticas públicas voltadas à saúde e ao bem-estar dos cidadãos nas próximas décadas.

Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos

Fonte: Agencia Brasil.

Meio Ambiente

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