Professor de Música é Preso por Abuso Sexual de Alunas em Vila Velha
A Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), prendeu um homem de 37 anos na manhã de quarta-feira (30) em cumprimento a um mandado de prisão temporária. O suspeito, que lecionava música em uma escola particular em Vila Velha, é investigado por ter molestado meninas dentro da sala de aula.
A operação foi resultado de investigações iniciadas após o registro de um Boletim Unificado em julho, em que uma criança de 8 anos relatou os abusos. Imediatamente, a DPCA instaurou um Inquérito Policial e iniciou diligências para apurar os fatos.
Durante escutas qualificada realizadas pelo setor psicossocial da delegacia, a criança forneceu relatos detalhados sobre os abusos, que, segundo ela, ocorreram “várias vezes”. Um dos pilares da apuração foram as imagens de câmeras de videomonitoramento da escola, que, prontamente solicitadas, revelaram provas importantes. As gravações mostraram o suspeito praticando atos libidinosos com a vítima e outras crianças presentes no ambiente escolar.
Com base nas evidências, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do professor, que foi autorizada pelo Poder Judiciário. Ele foi detido em Vila Velha e atualmente se encontra detido no sistema prisional do estado.
Em seu interrogatório, o professor confirmou os contatos físicos com as crianças, mas alegou se tratar apenas de “carinhos”, negando qualquer intenção de abuso sexual, conforme declarou o delegado adjunto da DPCA, Glalber da Costa Cypreste Queiroz.
As investigações seguem em curso, com a DPCA priorizando a identificação e proteção de outras possíveis vítimas. A integridade e a privacidade de todas as crianças envolvidas são mantidas em estrito sigilo.
Orientações para Denúncia de Abuso
Durante a coletiva de imprensa, a equipe da DPCA enfatizou a importância dos pais, familiares e responsáveis por crianças e adolescentes estarem atentos a possíveis sinais de abuso e agirem rapidamente em caso de suspeita. A delegada-adjunta, Thais Cruz, ressaltou que o diálogo e a atenção aos detalhes são vitais para a proteção das crianças.
“É fundamental conversar com seu filho e acreditar no que ele diz. Muitas vezes, os abusos não se manifestam por ameaça ou força física, mas por toques sutis em áreas íntimas. Qualquer toque em região íntima de uma criança menor de 12 anos é considerado estupro de vulnerável”, explicou a delegada.
Ela acrescentou que os pais devem observar mudanças no comportamento dos filhos, que pode incluir agressividade, isolamento ou autolesões. “Conversar sobre os limites do corpo desde cedo é essencial”, destacou.
A DPCA orienta que, ao primeiro sinal de que algo pode estar errado, a polícia deve ser acionada. “Se você presencia um crime em andamento ou logo após, ligue para a Polícia Militar pelo 190. Se suspeitar que seu filho foi vítima de abuso, procure qualquer delegacia e registre um Boletim de Ocorrência”, concluiu o delegado Glalber da Costa, reforçando que o caso será encaminhado para a DPCA para apuração.
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Polícia Civil do ES prende professor por abusos sexuais contra alunas em escola particular; investigações seguem para identificar mais vítimas.
Fonte: Polícia Civil-ES.

