30 de janeiro de 2026
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Incaper valida ‘paper pot’ para mudas de café conilon no Estado do ES

Paper Pot: Tecnologia Sustentável Revoluciona a Produção de Mudas de Café Conilon no Espírito Santo

Uma inovação tecnológica que vem se destacando na produção de mudas clonais de café conilon no Espírito Santo foi validada por estudos conduzidos pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O paper pot, um recipiente biodegradável, surge como uma alternativa sustentável frente aos tradicionais tubetes e sacolas plásticas, demonstrando eficácia superior no desenvolvimento das mudas.

Os estudos, realizados ao longo de oito anos na Fazenda Experimental de Marilândia (FEM), situada no Noroeste do Estado, revelaram que o uso do paper pot é um fator decisivo para a obtenção de mudas robustas e bem formadas. Isto se traduz em melhorias diretas na produtividade e na saúde das lavouras. O design do material permite que as raízes se desenvolvam sem restrições, evitando o enovelamento radicular, uma situação comum em recipientes plásticos convencionais.

O pesquisador Abraão Carlos Verdin Filho, responsável pela pesquisa, destaca: “Mudas com sistema radicular bem estruturado têm maior capacidade de absorver água e nutrientes, resistem melhor ao estresse no campo e atingem o ponto comercial com mais rapidez”.

A iniciativa teve início em 2017, quando a equipe da FEM contactou a tecnologia em uma missão técnica em Porto Rico. A partir desse momento, os pesquisadores iniciaram estudos para verificar a aplicabilidade do paper pot na produção de mudas clonais de café conilon, que são obtidas por meio de estaquia e enxertia a partir de plantas matrizes. “Já desenvolvíamos pesquisas buscando solucionar problemas frequentes relatados por viveiristas e produtores, como a má formação radicular observada em recipientes tradicionais”, explica Verdin.

Nos experimentos realizados, diferentes modelos e dimensões de recipientes foram testados. Os dados obtidos indicaram que determinadas proporções favorecem o desenvolvimento radicular e o crescimento equilibrado da parte aérea das mudas. O paper pot se destacou, superando outras opções disponíveis. “O melhor desempenho foi alcançado com recipientes de aproximadamente 5 cm de diâmetro por 15 cm de altura. Esse é o modelo que estamos recomendando aos produtores e viveiristas”, acrescenta.

Benefícios Logísticos e Ambientais do Paper Pot

O uso do paper pot não se limita apenas aos ganhos agronômicos. A tecnologia também representa avanços significativos em termos logísticos e ambientais. Sendo biodegradável, o recipiente pode ser plantado diretamente no solo, eliminando a necessidade de remoção e a consequente geração de resíduos plásticos. Adicionalmente, a mecanização no processo de produção das mudas reduz a demanda por mão de obra, um fator que pode facilitar a operação.

Outras vantagens incluem a leveza do material, o que facilita o transporte das mudas, e a possibilidade de elas permanecerem no viveiro por períodos mais prolongados, sem perda de qualidade. Isso é especialmente relevante em situações em que os agricultores enfrentam a necessidade de adiar o plantio, uma ocorrência comum no ambiente rural.

Continuidade dos Estudos

As pesquisas sobre o paper pot estão em constante evolução na FEM. Conforme aponta Verdin, há várias questões que ainda precisam ser aprofundadas, como a seleção do substrato mais adequado, o manejo nutricional ideal e a avaliação de diferentes materiais biodegradáveis disponíveis no mercado. “Essa é uma tecnologia que veio para ficar e está sendo amplamente adotada pelos viveiristas e produtores. Mas ainda há muito a ser explorado para que possamos tirar o máximo proveito dela e oferecer os melhores resultados ao agricultor capixaba”, conclui.

Dentre os produtores que já implementaram o paper pot com êxito, destaca-se o viveirista Eduardo Capelini, do município de Marilândia. Em um primeiro momento, ele considerava o uso de recipientes menores, mas decidiu acompanhá-los após observar os resultados dos estudos do Incaper. “Percebemos uma grande diferença na qualidade da muda. Hoje conseguimos entregar ao produtor uma planta forte, com raízes bem desenvolvidas, pronta para se desenvolver com vigor no campo”, relata.

Informações à Imprensa

Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
Felipe Ribeiro
(27) 98849-6999
comunicacao@incaper.es.gov.br

Fonte: Governo ES

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