O dia 9 de junho tem grande relevância para a identidade cultural do Brasil, marcando a morte de São José de Anchieta, figura fundamental na formação religiosa, educacional e linguística durante o período colonial. Celebrado como o Dia Nacional de Anchieta, a data propõe uma reflexão sobre a construção da identidade nacional e a importância da educação patrimonial.
Em Anchieta-ES, as festividades cívico-religiosas homenageiam o legado do Apóstolo do Brasil, lembrando que sua morte ocorreu em 1597, na Aldeia de Reritiba. Conhecido entre os indígenas tupiniquins como Abaréguaçu, Anchieta foi crucial para a catequização e convívio dos jesuítas com os povos originários, apesar das tensões presentes. O historiador Pe. Simão de Vasconcelos descreve a grande comoção indígena em seu funeral, ressaltando como os indígenas se despediu de seu "benfeitor" com reverência e pranto.
A Semana Anchietana promove a valorização das tradições e o sentimento de pertencimento da população local, tornando a cidade um centro de memória. Ao longo dos séculos, diversas iniciativas buscavam preservar a memória de Anchieta, que se destacou não apenas no campo religioso, mas como um ícone cívico. Comemorações, como o primeiro centenário de sua morte, atraíram atenção na época, solidificando sua importância na cultura brasileira.
O primeiro culto cívico em sua homenagem ocorreu em 1964, e a cidade de Anchieta-ES é reconhecida pela instituição do Dia de Anchieta, oficializado pelo presidente Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco em 1965. Em 1980, o Papa João Paulo II beatificou Anchieta, e em 2014, ele foi canonizado pelo Papa Francisco, reafirmando sua posição como Co-padroeiro do Brasil.
No ano de 2025, comemorar-se-á os 60 anos da criação do Dia Nacional de Anchieta, reafirmando a necessidade de preservar a memória coletiva e a educação patrimonial em Anchieta. Essa continuidade nas celebrações é fundamental para que novas gerações compreendam os processos históricos e culturais que moldaram o Brasil.
Foto: Ivan Petri Florentino.

