CulturaLideranças Afro Pedem Voz Ampliada na COP30

Lideranças Afro Pedem Voz Ampliada na COP30

Lideranças afrodescendentes de 16 nações entregaram uma carta com reivindicações durante o evento de instalação da Comissão Internacional de Comunidades Tradicionais, Afrodescendentes e Agricultores Familiares para a COP30, em Brasília. O documento, que pede maior inclusão nos espaços de negociação sobre mudanças climáticas, foi recebido pelo embaixador André Corrêa do Lago, designado presidente da próxima conferência das Nações Unidas sobre o tema, marcada para acontecer em Belém (PA).

Representantes da Coalizão Internacional de Organizações para a Defesa, Conservação e Proteção dos Territórios, do Meio Ambiente, Uso da Terra e Mudança Climática dos Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe (Citafro) destacaram a importância desse reconhecimento. A carta reflete as preocupações de mais de 180 milhões de afrodescendentes. Além de solicitar voz e reconhecimento, os lideres pedem justiça climática, que inclui planejamento territorial e garantia de posse e titulação de seus territórios.

Durante a cerimônia, Biko Rodrigues, coordenador executivo da Conaq, enfatizou a relevância das comunidades quilombolas, presentes em todos os biomas do Brasil, e sua contribuição essencial na preservação ambiental e equilíbrio climático. A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, presente no evento, apoiou a inclusão de uma agenda de ação para que atores não governamentais possam contribuir efetivamente nas discussões.

A representante do Brasil na Citafro, Kátia Penha, defendeu a necessidade de discussões sobre a regularização fundiária e o estabelecimento de metas específicas para as comunidades quilombolas nos compromissos climáticos do Brasil. O desafio, segundo ela, também abrange a distribuição de financiamento climático para garantir a regularização dos territórios.

A conferência COP30, uma continuação dos esforços globais para combater as mudanças climáticas, irá também focar na mobilização de diferentes segmentos da sociedade para fortalecer a participação social no debate climático, conforme explicado pelo embaixador André Corrêa do Lago.

O impacto e a urgência das demandas foram ressaltados pelo embaixador, que se mostrou receptivo e encorajador para com a cobrança constante por parte das lideranças afrodescendentes, reiterando a importância do diálogo contínuo e engajamento significativo dessas comunidades na formulação de políticas eficazes contra a crise climática.

Foto de capa: Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, durante encontro com lideranças afrodescendentes em Brasília. Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil.

Lideranças afrodescendentes pedem mais participação na COP30

Agência Brasil

Meio Ambiente

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