Mobilização Popular na Colômbia: Gustavo Petro Convoca Greve Geral
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou um processo de mobilização popular e sugeriu a realização de uma greve geral em resposta à recente rejeição, por 49 votos contra 47, da proposta de consulta popular sobre reformas trabalhista, de saúde e de aposentadoria no Senado. Petro, que se encontra em viagem à China, fez a convocação em suas redes sociais, instando a população a participar de assembleias populares municipais até o próximo domingo, dia 18.
“A decisão a tomar é se aceitamos a fraude ou vamos exercer o direito à greve geral”, afirmou o presidente, que questionou a legitimidade do processo de votação do Senado. Ele acusou a Casa de ter encerrado a sessão antes que todos os parlamentares tivessem a oportunidade de expressar seu voto e destacou que apenas 96 dos 108 senadores participaram da votação, o que, segundo ele, não representa a maioria. A senadora governista Martha Peralta também criticou o processo, alegando que a votação durou menos de três minutos e que diversos senadores ficaram sem chance de votar.
O presidente ainda criticou o senador Efraín Cepeda, presidente do Senado, acusando-o de “evidente fraude” e afirmando que dinheiro “fluiu” para impedir os senadores de apoiar a consulta popular. Entre as propostas da reforma trabalhista, destacam-se a limitação da jornada de trabalho diurna, remuneração de horas extras para serviços noturnos, e maior estabilidade laboral, privilegiando contratos por tempo indefinido.
Além disso, Petro anunciou que na próxima segunda-feira, dia 19, apresentará um novo pedido de consulta popular, com uma nova pergunta focada na redução dos preços de medicamentos e na possibilidade de o Estado produzir remédios essenciais. A votação rejeitada esta semana foi vista pelo governo como uma manobra política, especialmente com o retorno do senador Ciro Ramirez, preso por corrupção, apenas para votar contra.
Enquanto isso, o presidente do Senado, Efraín Cepeda, negou as acusações de fraude e defendeu que a consulta popular não era necessária, afirmando que os recursos poderiam ser melhor utilizados. “O Congresso não é apêndice do Executivo”, disse ele, enfatizando seu compromisso com reformas que gerem emprego e reduzam a informalidade.
Desde que assumiu, Petro tem enfrentado dificuldades em avançar suas reformas sociais no Congresso, onde não possui a maioria necessária. Com apenas um ano restante em seu mandato e sem a possibilidade de reeleição, Petro continua tentando implementar as mudanças que o levaram ao cargo, em uma Colômbia que busca enfrentar desafios sociais e econômicos complexos.
Presidente da Colômbia sugere greve geral após acusar Senado de fraude
Fonte: Agencia Brasil.
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