Expectativa de Alta na Taxa Selic Chega a 14,75% em Reunião do Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se prepara para uma reunião decisiva nesta terça (6) e quarta-feira (7), onde se projeta uma nova elevação na taxa básica de juros, a Selic, que pode chegar a 14,75% ao ano. Esta expectativa, reforçada por instituições financeiras consultadas pelo BC, representa um passo importante na estratégia de contração da política monetária implementada nos últimos meses. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa realizada regularmente pelo Banco Central, a previsão reflete a última alta do ano, após um ciclo que começou em setembro de 2022, com a taxa já elevada de 10,5% ao ano.
Durante o encontro, os membros do Copom deverão analisar a situação econômica do país, que, apesar de sinais de moderação, ainda apresenta índices elevados de inflação. A última reunião do Copom, em março, resultou na quinta alta consecutiva da Selic, levando a taxa a 14,25% ao ano. Com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 5,48% em 12 meses, o BC observa pressões principalmente nos preços de alimentos e serviços, o que torna a decisão sobre a Selic ainda mais crítica.
Conforme o comunicado oficial do Copom, a elevação na taxa é uma ferramenta crucial para controlar a demanda aquecida da economia e atingir a meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Entretanto, o mercado também indica que a expectativa para a Selic é que termine 2025 em 14,75% ao ano. Para os anos subsequentes, 2026 e 2027, as projeções sugerem uma redução gradual, com taxas de 12,5% e 10,5%, respectivamente.
Política Monetária em Foco
A alta da Selic tem impactos diretos na economia. O aumento dos juros encarece o crédito e incentiva a poupança, contribuindo para o controle da inflação. Contudo, as instituições financeiras também ponderam outros fatores que influenciam os juros cobrados dos consumidores, incluindo o risco de inadimplência e os custos operacionais. Portanto, enquanto a Selic atinge novos patamares, as implicações para a expansão econômica devem ser acompanhadas de perto.
Além disso, as projeções para o PIB permanecem inalteradas, com um crescimento estimado de 2% para este ano e 1,7% em 2026. A previsão da cotação do dólar se estabelece em R$ 5,86 para o final de 2025, e R$ 5,91 em 2026. Esta estabilidade aparente contrasta com a pressão inflacionária que continua a desafiar as autoridades econômicas.
Inflação e Projeções Econômicas
Recentemente, a inflação mensal de março foi de 0,56%, revelando uma desaceleração em relação a fevereiro, quando atingiu 1,31%. Entretanto, o cenário ainda demanda vigilância, especialmente com a possibilidade de a inflação de serviços se manter elevada. O Copom, em sua última reunião, deixou claro que irá monitorar de perto a evolução da política econômica e não forneceu indicações claras sobre futuras movimentações após a reunião desta semana.
Com as análises das instituições financeiras e as decisões do Banco Central, a janela de oportunidades para ajustar a política monetária continua sendo um tema central no debates econômicos atuais.
Mercado espera última alta da Selic em 2025: 14,75% ao ano
Fonte: Agencia Brasil.
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